O problema em se relacionar com outra pessoa, é ter de se relacionar com outra pessoa.
Quando gostamos de alguem... ou então no famoso "amor a primeira vista" temos que ter consciência que não estamos nos apaixonando por alguém, mas sim pela idéia que temos de quem é esse alguém, ou seja... Idealizamos, e isso é bem tricky [capicioso], pois, ao se apaixonar nos apaixonamos por tudo aquilo que IMAGINAMOS que é a pessoa, e/ou por aquilo que acreditamos que ela poderia nos proporcionar.



Quando existe um desejo, por exemplo de se relacionar com outra pessoa, esse desejo precisa ser viabilizado, ele precisa encontrar em alguem uma forma de representação, e dai entram as questões que citei anteriormente: Idealização, transfêrencia e o "jogo de interesses".
É intrínseco ao ser humano, idealizar... não adianta pensar que você não o faz, porque faz...
e enquanto houver amor, haverá idealização. Mesmo que passe 20 anos, obviamente você conhecerá melhor a pessoa com quem está, mas ainda sim, idealizará, afinal de contas, nem nós mesmos nos conhecemos 100%. Dizem que no começo de um relacionamento somos muito levados por tais fantasias, e que se com o tempo, quando conhecermos a pessoa melhor, se o que restar for suficiente para manter a relação, ai sim seria amor, e se não, seria então o que chamamos de paixão, mas eu não sei se concordo com tal ideia, enfim...

Nestes acabamos muitas vezes caindo na compulsão a repetição, que é acabar sempre se relacionando com os mesmos tipos de pessoas [problemáticos, grudentos, carêntes, agressivos, etc...] mesmo que bom ou ruim, é porque temos um certo prazer neste tipo de relação.
"Eu sempre me relaciono com homens que me tratam mal, me humilham e etc, não gosto, mas sempre acontece de ficar com esse tipo"Se vc o faz, é porque quer, ninguem te obriga, e se o quer, é porque de alguma forma acha que merece isto.
No exemplo acima a pessoa poderia achar que não merecia ser bem tratada, não era boa o suficiente, e por ai vai, isto são apenas suposições, e o exemplo foi apenas meramente ilustrativo, pra facilitar a visualiazação do que estou falando.

Sei que esta minha idéia e exemplificação do que penso que é o amor, pode parecer um tanto quanto pessimista, mas da mesma forma que tratei de falar da idealização, tentei tirar o próprio amor em si de tal posição, a do idealizado... sabemos que contos de fadas não existem, e infelizmente, as pessoas primeiramente não tem base para dar cabo de tal amor, sem saber o que está amando de fato... 100%.
Claro, que não acho que as pessoas devessem falar, ao invés de "EU TE AMO", "Eu amo te amar" ou "Eu amo quem eu acho que você é" [até seria mais legal e sincero....rs] , mas não... não espero isso. Só escrevi esse texto desabafo, porque já cansei de me decepcionar e me angustiar em constatar isto...
Que não somos julgados, amados e afins pelo que somos, mas sim pelo que representamos.
Que não somos julgados, amados e afins pelo que somos, mas sim pelo que representamos.
Gosto muito de um conto que tbm trata desta questão:
"Havia um caminho num local deserto à margem da estrada que ia de Mégara para Atenas, que era bastante longo, tendo que haver, assim, um lugar para o repouso dos viajantes. Este lugar era a casa de Procrusto.

Sinto isso, muitas vezes, para adequarmos os outros à nossa cama [idealizações], cortamos os pés e as mãos destes ... mas quando nos damos conta, acabamos matando o outro assim.... entenderam?
Laila
♥
Zengodábil x 6
mt bom
ResponderExcluirnossa, achei interessante
ResponderExcluirinteressante
ResponderExcluirhmmm, bacana, um outra visao, tentando sair dos paradigmas, do doque eh o amor.
ResponderExcluirbacana
ResponderExcluirMuito interessante. Estava de passagem ... e pude perceber que você escreve bem; cita coisas expressivas e verdadeiras. É tudo isso aí e um pouco mais. Parabéns! Adorei...
ResponderExcluirObrigada ^^
ResponderExcluirgostei do texto
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